quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

VIDAS ...

Vidas amargas, Vidas sofridas
De mãos calejadas
E roupas cerzidas
De ombros caídos
E pernas enfraquecidas
De muito trabalho
E pouco salário
De muitas tristezas
E poucas alegrias

Vidas amargas, Vidas sofridas
De famílias faveladas
De pouca comida
E pouca mobília
Onde não se tem água
Nem energia

Vidas amargas, vidas sofridas
De botes alagados,
Malhadeiras furadas
E canoas vazias

Vidas amargas, vidas sofridas
De boates noturnas
De amizades fingidas
E falsas alegrias

Vidas amargas, vidas sofridas
Que choram desde a madrugada
Até ao romper do dia
A miséria é o seu viver
E a felicidade sua fantasia


Poesia escrita por Mauro Teixeira de Souza, retratando o dia a dia de muitas pessoas

Quem passou pela vida em branca nuvem,

E em placido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu.


FRANCISCO OCTAVIANO



Nasceu e morreu na cidade do Rio de Janeiro. Formou-se advogado pela Faculdade de Direito de São Paulo.
Além de brilhante jornalista foi, também, deputado, senador e diplomata.
Nesta função negociou o Tratado da Tríplice Aliança contra Solano Lopez.
Suas principais obras são: Cantos de Selma publicado em 1872, edição de sete exemplares, Traduções e Poesias.
É um dos patronos da Academia Brasileira de Letras. (brasilcult)

João Pedro Pais - Um Resto De Tudo