António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz nasceu em Avanca (Portugal) em 29 de Novembro de 1874.
Cientista.
Político, foi ministro dos negócios estrangeiros de Sídónio Pais.
Embaixador em Madrid.
Integrou a delegação portuguesa à Conferência de Paz de Versalhes.
Professor universitário da Faculdade de Medicina.
Foi no campo cientifico e não no politico, que se notabilizou por ter feito a primeira angiografia cerebral humana.
Em 1939, levou a cabo uma outra operação cirúrgica, utilizando o inovador método de lobotomia, que lhe valeu o Prémio Nobel da Medicina em 1945.
Egas Moniz morreu em Lisboa em 1955.
(Adaptado de Ana Débora Câmara Sá)
HOJE os familiares das pessoas lobotomizadas querem tirar o Nobel a Egas Moniz.
Trinta anos depois dos médicos terem deixado de praticar lobotomias, familiares de pacientes que sofreram esta intervenção querem que seja revogado o Prémio Nobel atribuído em 1949 ao seu inventor, o neurologista português Egas Moniz.
Paralelamente, um novo livro e um historiador médico afirmam que esta intervenção cirúrgica, agora considerada «bárbara», só ajudou cerca de 10% de 50.000 norte-americanos aos quais foi praticada entre meados dos anos 30 e os anos 70.
A lobotomia - usada para tratar doenças mentais, epilepsia e até dores de cabeça crónicas - foi desenvolvida em 1936 por Egas Moniz, que a praticou em pacientes com doenças psiquiátricas graves, como a esquizofrenia.
O processo consistia numa incisão em fibras nervosas que ligam o lobo frontal a outras regiões do cérebro, praticada através de orifícios feitos no crânio, daí resultando em teoria o fim do comportamento anormal do paciente.
Egas Moniz, muito respeitado a nível internacional por ter desenvolvido a angiografia cerebral, apresentou uma série de casos de sucesso em pacientes lobotomizados, o que lhe valeu a atribuição do Nobel da Medicina em 1949. Morreu em 1955.
A intervenção esteve tão em voga que Rosemary Kennedy, uma irmã do antigo presidente norte-americano John F. Kennedy que sofria de ligeiro atraso mental, foi lobotomizada em 1940 aos 23 anos. Depois disso passou toda a vida numa instituição até à sua morte em Janeiro passado.
Mas já no final dos anos 30 os médicos tinham começado a relatar casos de muitos pacientes que ficaram como crianças, apáticos e ensimesmados depois da operação, e o seu uso começou a decair com o advento de medicamentos psiquiátricos eficazes em meados dos anos 50 e o uso crescente dos electrochoques.
Actualmente, os conhecimentos sobre este procedimento cirúrgico está a levar familiares de pacientes a pedir a revogação do prémio Nobel entregue a Egas Moniz.
FONTE: Diário Digital / Lusa
A minha sugestão de leituras:
" SÍNDROME DA PERNA INQUIETA "
" A UNIÃO DO CORPO COM A ALMA "
ambos do Dr MAGNUS AMARAL CAMPOS
procure no Google ou no Blog do Autor
http://drmagnuscampos.blogspot.com
