Em Portugal diz-se que uma pessoa é NABO quando não tem habilidade para deterninada obra.
Ora com este título o autor que atrair os inábeis HOJE mas, espera-se, futuros bons COZINHEIROS amanhã...
O Livro tem ilustrações de Artur Correia.
Este livro ORIGINAL e MUITO ÚTIL a cada vez mais pessoas jovens que saem de casa das mães ou homens divorciados que vivem sozinhos.
Poderá fazer de quem o ler e de quem seguir os seus conselhos, aliás muito fáceis de seguir e de modo cómodo, qualquer nabo num CHEF ; e não se pense que demorará muito a conseguir sê-lo.
Verá como com as suas receitas de fazer "crescer água na boca" e com os seus bons conselhos você vai conseguir fazer os melhores petiscos.
O livro tem ainda uma lista do equipamento mínimo necessário à sua cozinha.
Tem normas de utilização bem como as quantidades de alimentos.
Podemos, ainda, ver e ler uma BANDA DESENHADA da GASTRONOMIA PORTUGUESA , imagine-se, desde o PALEOLÍTICO à ACTUALIDADE.
A editora é a ROMA EDITORA.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
A MOÇA TRISTE E O TREM
Autora: Rosa Lucas
Na estação cheia, apinhada
De passageiros que embarcam,
De gente que nela passa
Para buscar ou levar,
A moça triste, acanhada,
Tem olhos lindos que marcam...
Vai na Maria Fumaça,
Não quer, mais vai viajar...
O trenzinho então apita,
E o povo embarca correndo,
Depois de beijos e abraços,
De amigos, de parentes...
Só ela, em roupa de chita,
As mãos nervosas torcendo,
Mostra no rosto o cansaço,
E lembranças comoventes.
Pra ela, nem sol nem lua,
Lhe enfeitam o triste viver...
Vai em busca de outra vida
Que ela ali não encontrou...
Faz tempo que ela jejua
De amor e de bem querer...
Tão cansada está da lida
De achar alguém que a deixou.
Quem sabe ali, no trenzinho
Onde todos riem, cantam,
Ela encontra um grande amor
No meio dos passageiros?
Tira da bolsa um lencinho,
Limpa seus olhos que encantam,
E ela fita o Cobrador
Moço bonito, trigueiro,
Bem falante, delicado,
De olhos verdes cor do mar...
Sorri de novo pra vida,
Afinal, a esperança
É de Deus grande legado;
Um novo amor vai tentar,
Quer ser chamada: - Querida,
Pois o carinho não cansa.
O final desta historinha,
Cada qual faz como quer...
É preferível que seja
Um lindo sonho de amor.
Quem sabe fazem a mocinha
Encontrar um bem qualquer
Um bem como ela deseja,
Que lhe oferte linda flor,
E com o Cobrador sonhando
De olhos semi-cerrados,
Sente que alguém lhe diz:
Quer a passagem mostrar?
Ela sorri, e mostrando
Os tíquetes amassados,
Com um sorriso feliz
Pergunta: Vamos dançar?
Na estação cheia, apinhada
De passageiros que embarcam,
De gente que nela passa
Para buscar ou levar,
A moça triste, acanhada,
Tem olhos lindos que marcam...
Vai na Maria Fumaça,
Não quer, mais vai viajar...
O trenzinho então apita,
E o povo embarca correndo,
Depois de beijos e abraços,
De amigos, de parentes...
Só ela, em roupa de chita,
As mãos nervosas torcendo,
Mostra no rosto o cansaço,
E lembranças comoventes.
Pra ela, nem sol nem lua,
Lhe enfeitam o triste viver...
Vai em busca de outra vida
Que ela ali não encontrou...
Faz tempo que ela jejua
De amor e de bem querer...
Tão cansada está da lida
De achar alguém que a deixou.
Quem sabe ali, no trenzinho
Onde todos riem, cantam,
Ela encontra um grande amor
No meio dos passageiros?
Tira da bolsa um lencinho,
Limpa seus olhos que encantam,
E ela fita o Cobrador
Moço bonito, trigueiro,
Bem falante, delicado,
De olhos verdes cor do mar...
Sorri de novo pra vida,
Afinal, a esperança
É de Deus grande legado;
Um novo amor vai tentar,
Quer ser chamada: - Querida,
Pois o carinho não cansa.
O final desta historinha,
Cada qual faz como quer...
É preferível que seja
Um lindo sonho de amor.
Quem sabe fazem a mocinha
Encontrar um bem qualquer
Um bem como ela deseja,
Que lhe oferte linda flor,
E com o Cobrador sonhando
De olhos semi-cerrados,
Sente que alguém lhe diz:
Quer a passagem mostrar?
Ela sorri, e mostrando
Os tíquetes amassados,
Com um sorriso feliz
Pergunta: Vamos dançar?
Subscrever:
Mensagens (Atom)
