Mário de Sá-Carneiro (1890-1916).
É um do poeta Modernismo português.
Qual o sentido da existência ?
Buscou respostas.
Não as encontrando cometeu suicídio em Paris, como tantos outros de nossos poetas.
«Dispersão»
Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.
Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida... (...)
Desceu-me n'alma o crepúsculo;
Eu fui alguém que passou.
Serei, mas já não me sou;
Não vivo, durmo o crepúsculo.
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