terça-feira, 27 de maio de 2008

URGÊNCIA HOSPITALAR e Queridos Doutores

No sábado passado dei entrada na urgência de um dos hospitais de Lisboa.
Foi a primeira vez que utilizei este serviço, salvo uma ou outra vez por queda, para fazer RX .
Local de muita dor e sofrimento, onde não creio que ninguém vá por prazer.
Os nossos governantes queixam-se que há exagero nas idas aos hospitais, que há gasto excessivo e trá lá lá...
conversa de governante fora de campanha eleitoral !!!
Enfim, procuram " afastar" os utentes, agravando as taxas moderadoras...é facto !
Mas, senhor ministro da saúde, " pedir contas " aos médicos que requisitam meios auxiliares de diagnóstico ????
Indignação foi o que senti quando me apercebi disso.
Os equipamentos estão lá, os técnicos também e os MÉDICOS, esses são os ÚNICOS que devem decidir quais os meios necessários para o diagnóstico.
SE o paciente morrer a CULPA é do médico , os processos contra os profissionais de saúde estão crescendo.
Então não lhe cortem as "asas" e deixem-nos trabalhar usando os meis de que podem dispôr !!!
.
No sábado passado tive a sorte de ter à minha beira dois jovens Queridos Doutores, ANJOS que a VIDA conduziu até mim nesse dia. Bem hajam por tudo.

PS: no ano passado escrevi no Shv00ng este abstrato, que dediquei a um amigo que conheci na Net e que admiro muito, que para além de ser o Querido Doutor MAGNUS AMARAL CAMPOS que fez o que mais nenhum outro Pensador conseguiu fazer " A UNIÃO DO CORPO COM A ALMA " artigo de 5 de Maio de 2008, que pode ler no blog:

http://drmagnuscampos.blogspot.com/



ONDE ANDARÁ O MEU DOUTOR ?
Hoje acordei sentindo uma dorzinha, aquela dor sem explicação, e uma palpitação, resolvi procurar um doutor, fui divagando pelo caminho...
lembrei-me daquele médico que me atendia vestido de branco e que para mim tinha um pouco de pai, de amigo e de anjo...
o Meu Doutor que curava a minha dor, não apenas a do meu corpo mas a da minha alma, que me transmitia paz e calma!

Chegando à recepção do consultório, fui atendida com uma pergunta:

"QUAL O SEU PLANO?

O MEU PLANO?"

"Ah, o meu plano é viver mais e feliz! é dar sorrisos, aquecer os que sentem frio e preencher esse vazio que sinto agora!"

Mas a resposta teria que ser outra...

o "MEU PLANO DE SAÚDE"...

Apresentei o documento do dito cujo já meio suado, tanto quanto o meu bolso, e aguardei...

Quando fui chamada corri apressada, ia ser atendida pelo Doutor,aquele que cura qualquer tipo de dor,entrei e o olhei, me surpreendi,rosto trancado, triste e cansado... "será que ele estava adoentado? é, quem sabe, talvez gripado" não tinha um semblante alegre, provavelmente devido à febre... dei um sorriso meio de lado e um bom dia... sobre a mesa, à sua frente, um computador,e no seu semblante a sua dor, o que fizeram com o Doutor?

Quando ouvi a sua voz de repente:

"O que a senhora sente?"

Como eu gostaria de saber o que ELE estava sentindo... parecia mais doente do que eu, a paciente...

"Eu? ah! sinto uma dorzinha na barriga e uma palpitação" e esperei a sua relação, vai me examinar, escutar a minha voz,auscultar o meu coração... para minha surpresa apenas me entregou uma requisição e disse: "peça autorização desses exames para conseguir a realização..." quando li quase morri...

"TOMOGRAFIA COMPUTORIZADA",

"RESSONÂNCIA MAGNÉTICA"

e "CINTILOGRAFIA"!

ai, meu Deus! que agonia! eu só conhecia uma tal de "abreugrafia"... só sabia o que era "ressonar" (dormir), de "magnético" eu conhecia um olhar... e "cintilar" só o das estrelas!

Estaria eu à beira da morte?
Estaria à beira de ir para o céu?
Iria morrer assim ao léu?

Naquele instante timidamente pensei em falar: terá o senhor uma amostra grátis de calor humano para aquecer esse meu frio?

Que fazer com essa sensação de vazio? E observe, Doutor, o tal "Pai da Medicina", o grego Hipócrates, acreditava que "A ARTE DA MEDICINA ESTAVA EM OBSERVAR".

Olhe para mim... bem verdade que o juramento dele está ultrapassado! Médico não é sacerdote... tem família e todos os problemas inerentes ao ser humano... mas, por favor, me olhe, ouça a minha história! Preciso que o senhor me escute, ausculte e examine! estou sentindo falta de dizer até "aquele 33"!
Não me abandone assim de uma vez! procure os sinais da minha doença e cultive a minha esperança! alimente a minha mente e o meu coração... me dê, ao menos, uma explicação!
O senhor não se informou se eu ando descalça... ando sim!
Gosto de pisar na areia e seguir em frente deixando as minhas pegadas pelas estradas da vida, estarei errada?
Ou estarei com o verme do amarelão?
Existirá umas gotinhas de solução?
Será que já existe vacina contra o tédio?
Ou não terá remédio?

Que falta o senhor me faz, meu antigo Doutor!
Cadê o Sccot, aquele da Emulsão? Que tinha um gosto horrível mas me deixava forte que nem um "Sansão"!
E o Elixir? Paregórico e categórico, e o chazinho de cidreira, que me deixava a sorrir sem tonteiras?
Será que pensei asneiras?

Ah! meu querido e adoentado Doutor! Sinto saudades dos seus ouvidos para me escutar, das suas mãos para me examinar, do seu olhar compreensivo e amigo... do seu pensar... o seu sorriso que aliviava a minha dor... que me dava forças para lutar contra a doença... e que estimulava a minha saúde e a minha crença... sairei daqui para um ataúde?
Preciso viver e ter saúde! por favor, me ajude!

Oh! meu Deus, cuide do meu médico e de mim, caso contrário chegaremos ao fim... porque da consulta só restou uma requisição digitada em um computador e o olhar vago e cansado do Doutor!

Precisamos urgente dos nossos médicos amigos, a medicina agoniza... ouço até os seus gemidos...

Por favor, tragam de volta o meu Doutor!

Etamos todos doentes e sentindo dor... e peço, para o ser humano, uma receita de "calor", e para o exercício da medicina uma prescrição de "amor"!

HOMENS AO VOLANTE

Foi um amigO que me enviou esta estória, nem todOs os homens são como o protagonista.



Foi também com o comentário feito por um dos escritores do shv00ng que eu me interessei ainda mais pelo que ele escrevia e pelo seu trabalho maior " A UNIÃO DO CORPO COM A ALMA " com o qual tinha já CURADO pacientes com " NEUROSEHOMOSSEXUAL " ( neologismo do Dr Magnus Amaral Campos ).



Hoje este médico de São Paulo já tem tem muitos pacientes CURADOS.



Podemos ler no shvoong ou no seu blog artigos como por exemplo estes:


" NEUROSE TRAUMÁTICA " ( June 4, 2008 )
" SÍNDROME DA PERNA INQUIETA " ( April 19, 2008 )
" O CIÚME DO ALCOÓLATRA " ( May 12, 2008 )
" NEUROSE HOMOSSEXUAL " ( May 11, 2008 )
" 50 MINUTOS " ( February 11, 2008 )
" CHENG E ENG " ( February 14, 2008 )
" A UNIÃO DO CORPO COM A ALMA " ( February 11, 2008 )


blog do Dr Mgnus Amaral Campos

http://drmagnuscampos.blogspot.com/





" HOMENS ao VOLANTE "





Esta manhã quando vinha para o trabalho pela auto-estrada, olho para o meu lado esquerdo e o que é que eu vejo???



Uma fulana num Mercedes novinho, a 150 km por hora, de queixo levantado para o espelho retrovisor a pôr rímel nas pestanas!



Continuei a olhar por mais uns segundos quando reparei que o carro dela já estava mais de metade na minha faixa de rodagem e ela continuava tranquilamente a pintar os olhos!!!



Apanhei um susto de tal forma (sou homem, não?!?!



Estas coisas chocam-me!), que deixei cair a máquina de barbear e larguei o Donut que ia a comer!



Como se não bastasse, no meio daquela confusão toda, a tentar não tirar os joelhos do volante para não me despistar, dei uma pantufada no telemóvel que caiu dentro do café que levava no meio das pernas, salpiquei tudo, queimei "o meu amigo e os amigos dele", estraguei a porcaria do telefone e, ainda por cima, desliguei uma chamada importante!!



Raios partam as mulheres ao volante!!!



***********

FIBROMIALGIA

DOR , aprendam a viver com ela, dizia-nos uma professora do Ginásio Clube Português, quando por lá andei a praticar YOGA, se assim se pode dizer.
Mas, a lição ficou e quando li este texto relembrei as palavras da professora.


Os sintomas de Inês Lopes apareceram há quatro anos.

Dores, cansaço, mas sobretudo um quadro doloroso, uma espécie de «moinha» que fustiga todo o corpo.

«É uma ‘companheira’ que está cá sempre», ironiza esta licenciada em design pelo IADE.

Descobriu que sofria de fibromialgia após uma gripe.

«Depois disso, os sintomas ficaram, nomea­damente as dores musculares e dores de cabeça.

À medida que os dias foram passando, a intensidade foi aumentando. As dores tornaram-se cada vez mais incomodativas e limitativas.»

Os sintomas agravaram, outros já os sentia mas não lhes prestava especial atenção, como as perturbações do sono. No resto, descobriu que as dores da gripe se perpetuam e também que podem ser definidas como aquelas que a pessoa sente na «ressaca» de um exercício físico extenuante.

«Acordamos todos os dias assim e assim nos deitamos.

Esse é estado normal», afirma Inês.

Por vezes é impossível suportar a dor aguda, que é desenvolvida, por exemplo, devido a demasiado tempo em pé ou sentada.

«Não consigo conduzir mais do que meia hora. Doem-me os joelhos ou as ancas, o que me impede de lidar com a embraiagem do carro ou travar.

Geralmente faço percursos pequenos. Como ‘pendura’ sinto-me melhor, porque vou mudando de posição, sempre que fico desconfortável.»

Aos 27 anos, como qualquer outro doente, Inês já adquiriu estratégias para evitar a dor aguda e incapacitante. Mas «há dias em que acordamos e não nos conseguimos mexer ou andar», conta Inês, que não revela não recuperar, mesmo depois do período nocturno de descanso, em que uma pessoa normal repõe as energias para o dia seguinte.

Inês trabalhava num atelier de design, quando soube da doença.

Com um curso superior do IADE, viu-se obrigada a abandonar o emprego.

Agora é secretária da Direcção da Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica – Myos, presidida pela ex-jornalista da RTP Maria Elisa Domingues, que também é doente.

«Não conseguia ficar 12 horas seguidas sentada ao computador.

É difícil nestas condições manter um trabalho certo.

A pessoa pode continuar a ser produtiva e activa. Mas o difícil é sê-lo quando os outros querem.»

«Provavelmente, consigo trabalhar oito horas por dia. Mas não posso fazê-lo das 9 às 17. É difícil cumprir horários rígidos. Muitas vezes começo às 11 da manhã.

Outras vezes posso ficar a trabalhar até às cinco da manhã», confessa.

Aqui entra em jogo a incompreensão que Inês diz existir em relação às pessoas que partilham a sua vida com a fibromialgia.

«Há, por vezes, tendência a desacreditar, porque não há nada que comprove o sofrimento de quem está afectado.

Por outro lado, há também quem esconda o seu problema.

Ao chegar a casa às vezes cai tudo. Atinge-se o limite», diz Inês.

Um preço a pagar para escapar à teia da discriminação ou da inferiorização perante a sociedade. Esta doença atinge entre 2% a 5% da população adulta, sendo que entre 80% a 90% serão mulheres entre os 20 e os 50 anos.

Links importantes :
http://www.sapo.pt/

" LEMBRANÇA DE PORTUGAL "

http://www.youtube.com/watch?v=PsJpeR2K-is

Entre o TEXTO e o COMENTÁRIO...

" COMPAIXÃO "



Rudolfo Anayadiz-nos que o destino de um homem tem de se abrir como uma flor, só o sol e a terra para o fazer desabrochar, sem mais ninguém se intrometer.



Pode ser considerado como uma obra prima da literatura mexicana-americana, que nos transporta e faz viver as experiências iniciáticas de Antonio, um jovem perdido entre os seus sonhos e os seus pesadelos, tais como a religião e a natureza, tais como o divino e o profano.



Ao longo das páginas deste livro podemos cheirar todos os aromas das planícies, podemos viver a vida maravilhosa apesar de muito árdua que levam os seus personagens, cheiramos as emoções, das mais intensas às mais ténues e vemos as cores do Bem e do Mal a perpassarem a nossa realidade, mesmo à nossa frente, corporizando-se as suas personagens, carne e osso, tal o realismo transmitido.



Serão só os mais velhos a ter o entendimento das coisas?



Será precisa uma vida inteira para ganhar o entendimento das coisas?



Porque, afinal de contas, entendimento e conhecimento significam apenas ter compaixão pelas pessoas
COMPAIXÃO por Rudolfo Anaya Nova Vega




Comentários no Shvoong:


COMPAIXÃO É O PIOR TIPO DE SENTIMENTO QUE VOCÊ PODE TER POR QUALQUER PESSOA QUE SEJA !
MAGNUS AMARAL CAMPOS
sábado, 27 de janeiro de 2007
VOCÊ ACABA DE NEGAR A ELA QUALQUER POSSIBILIDADE DE SE COMPARAR A OUTRO SER HUMANO NORMAL. ACABA DE SETENCIÁ-LA A SER ABSOLUTAMENTE NADA, E DAÍ BROTA A COMPAIXÃO ! MAGNUS.

POEMAS PARA NÓS

Quem escreve POEMAS será talvez para si mesmo, como forma de atenuar alguma DOR ou para através das suas palavras mais ou menos rimadas , contar o que lhe vai na ALMA.

Quem lê POEMAS será talvez para encontrar nas palavras de outros a expressão da sua própria DOR ou ainda para se "sentir" nessas palavras mais ou menos rimadas, unido à DOR de quem, alguém, as escreveu, uma forma de sintonia mesmo que em tempos-espaços diferentes, mas irmanados nos SENTIRES .

Ontem no Yahoo Respostas, encontrei diversos poemas deixados a uma usuária, que se dizendo TRISTE apelava aos outros um POEMA para se deliciar com a sua leitura, um modo curioso de se sintonizar com OUTROS que eventualmente já tivessem passado pelo mesmo estado de tristeza.

Pedi aos "respondões" que me autorizassem a editar no shv00ng, caso não quisessem eles próprios fazer isso, o nosso Magnus Amaral Campos foi o primeiro a responder-me afirmativamente a esta questão, daí que deixo a sua resposta:

«Talvez eu conheça alguma que não seja !»

Tu vinhas triste e fatigada e triste e fatigado eu vinha ! //Tu tinhas a alma de sonhos povoada e a alma de sonhos povoada eu tinha. //Súbito paramos ! //Longos anos tive presa à minha a tua mão. //Tive a vista deslumbrada da luz que teu olhar continha. //Hoje, segues de novo. //Na partida, nem o pranto os teus olhos umedece, nem te comove a DOR da despedida. //E eu, solitário, volto a face e tremo, vendo teu vulto que desaparece, na extrema curva do caminho extremo.»

(OLAVO brás martins dos guimarães BILAC)


DOR E VONTADE !

artigo de December 16, 2008 in

http://drmagnuscampos.blogspot.com/

POESIA

Quem escreve POEMAS será talvez para si mesmo, como forma de atenuar alguma DOR ou para através das suas palavras mais ou menos rimadas , contar o que lhe vai na ALMA.
Quem lê POEMAS será talvez para encontrar nas palavras de outros a expressão da sua própria DOR ou ainda para se "sentir" nessas palavras mais ou menos rimadas, unido à DOR de quem, alguém, as escreveu, uma forma de sintonia mesmo que em tempos-espaços diferentes, mas com SENTIR-ES irmãos.
Ontem no Yahoo Respostas, encontrei diversos poemas deixados a uma usuária, que se dizendo TRISTE apelava aos outros um POEMA para se deliciar com a sua leitura, um modo curioso de se sintonizar com OUTROS que eventualmente já tivessem passado pelo mesmo estado de tristeza.
Pedi aos "respondões" que me autorizassem a editar no shv00ng, caso não quisessem eles próprios fazer isso, o nosso Magnus Amaral Campos foi o primeiro a responder-me afirmativamente a esta questão, daí que deixo a sua resposta:
De Magnus A :
«Talvez eu conheça alguma que não seja !»
«Tu vinhas triste e fatigada e triste e fatigado eu vinha !
Tu tinhas a alma de sonhos povoada e a alma de sonhos povoada eu tinha.
Súbito paramos !
Longos anos tive presa à minha a tua mão.
Tive a vista deslumbrada da luz que teu olhar continha.
Hoje, segues de novo.
Na partida, nem o pranto os teus olhos umedece, nem te comove a DOR da despedida.
E eu, solitário, volto a face e tremo, vendo teu vulto que desaparece, na extrema curva do caminho extremo.»
(OLAVO brás martins dos guimarães BILAC)

Links importantes :
http://drmagnuscampos.blogspot.com/

MUITO BOM MARIANINA !
Magnus Amaral Campos
quarta-feira, 27 de junho de 2007
GOSTEI MUITO !

É UM DOS LEMAS DA MEDICINA :
Magnus Amaral Campos
sábado, 30 de junho de 2007
"AQUELE QUE MINIMIZA A DOR FAZ PARTE DO DIVINO ! "

Netlog - tem um cantinho de poetas amigos

Netlog - tem um cantinho de poetas amigos
Se gosta de poesia, de ler apenas ou de escrever também, pode encontrar neste blog uma forma de se expressar nessa arte onde a palavra é fundamental, não precisa de usar muitas, antes pelo contrário quantas menos forem necessárias melhor se expressa o SENTIR de quem as escreve, o POETA.Fiquem com o imaginário do divagantealentejano... "Oásis"No oásis, onde escrevo...Vejo o sol no meu jardim,Que me pergunta, se eu devoEscrever também para mim?...No oásis, onde escrevo...Reparo na flor emancipada,Com a paz de um verde trevo,Olhando o sol, sem dizer nada...No oásis, onde escrevo...Há pontos de interrogação,Que são paz onde me enlevoE onde tenho a inspiração...No oásis, onde escrevo...Busco em vão um outro tema,Com as palavras que já levoPara fazer mais um poema....António Prates(In XIII Antologia da Associação Portuguesa de Poetas)Ingresse e participe neste espaço poético:http://pt.netlog.com/clan/AlmaAlentejana
Links importantes :

http://pt.netlog.com/clan/AlmaAlentejana

O Único a Conseguir fazer A UNIÃO do CORPO com a ALMA

Foi o Dr Magnus Amaral Campos.

http://drmagnuscampos.blogspot.com/

artigo de May 5, 2008
" A UNIÃO DO CORPO COM A ALMA "
e
artigo de February 11, 2008


" A UNIÃO DO CORPO COM A ALMA "
" A UNIÃO DO PENSAMENTO COM O SENTIMENTO "







FLUVIÁRIO de MORA ( Portugal )

Deixemos seguir o curso do rio...

Se para observar a fauna que habita a água dos rios, que se esconde se esgueira entre rochas e plantas, se dissimula em lodos, areias e águas turvas é difícil para o mais comum dos mortais, pois quase ninguém o consegue fazer, foi criado recentemente o Fluviário de Mora.

A vida do rio ficou transparante, literalmente, expôs-se.

Aula ao vivo onde se aprendem comportamentos e idiossincrasias de peixes com nomes estranhos como saramugo, bordalo ou cumba, este também conhecido por barbo-focinheiro …

Revelou-se em cambiantes de cor que, não tendo a exuberância dos ambientes marítimos tropicais, desmente a ideia feita de que os peixes do rio são feios, escuros, baços, sem graça.

A visita obrigatória, rigorosamente a não perder, para os amantes dos rios.

Vai poder fazer o “Percurso de um Rio”, ver e interpretar a fauna fluvial, da nascenteaté à foz: a par e passo, entre afloramentos rochosos e margens arenosas, vamos descobrindo os misteriosos habitantes do leito, dos pegos, dos ribeiros, das cascatas, das albufeiras, das zonas de migração, do estuário, da foz.

No fim deste percurso, a surpresa do habitat das ágeis e divertidas lontras, que tem como miradouro privilegiado a parede de vidro do restaurante, que limita uma parte deste recinto.

Depois desta primeira viagem passamos ao exterior. Um passadiço dá a volta à parte traseira do edifício, enquadrada por um plano de água.

É o percurso do Lago. Tempo para rever o sol, observar a flora e as aves, e digerir a abundante informação que acabámos de receber.

A reentrada no edifício faz-se pela sala das Exposições Temáticas Temporárias, por onde desfilarão a história do Fluviário, as artes da pesca, as espécies migradoras e muitos outros temas relacionados com a vida no rio.Daqui passamos a um novo conjunto de aquários que nos levam até às longínquas paragens dos Habitats Exóticos: a Amazónia e os grandes lagos africanos.

Por fim uma Exposição Multimédia Interactiva. Pedagógicas imagens que nos falam, entre outros temas, do ciclo da água, da poluição, das migrações, da agricultura, da pesca e das actividades de lazer ligadas ao rio.

Há, ainda, um Auditório e um Centro de Documentação, uma Sala de Aula / Laboratório, excelente iniciativa para suporte de visitas de escolas, onde não faltam microscópios, lupas e diverso software educativo

Meu Querido Professor

O Prof. Doutor Manuel Viegas Guerreiro nasceu em Querença, concelho de Loulé, em 1 de Novembro de 1912. Entre 1940 e 1941, foi equiparado a bolseiro para auxiliar o Doutor Leite de Vasconcellos, na sua actividade literária. A ajuda prolongou-se por seis anos, tendo ajudado o Mestre Leite "em tudo o que pôde", para utilizar palavras do próprio. De 1955 a 1970, foi bolseiro no País, a fim de ordenar e publicar os manuscritos de Leite de Vasconcellos, sobretudo da Etnografia Portuguesa, em 10 volumes (1948-1989), a partir do 4º. volume. Doutorou-se em Etnologia na Universidade de Lisboa, em 1969, com a classificação de 19 valores. Foi investigador do Centro de Estudos Geográficos a funcionar na mesma Faculdade de Letras de Lisboa. Foi membro de várias instituições, entre as quais a Associação Brasileira de Folclore (desde 1967) e da Academia das Ciências de Lisboa (cadeira nº 27). A vasta actividade do Prof. Viegas Guerreiro inclui inúmeras iniciativas, como, por exemplo, a criação dos Estudos Gerais Livres e do Centro de Tradições Populares Portuguesas, a Revista Lusitana - Nova Série, e ainda a organização de dois colóquios realizados com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian sobre "Literatura Popular / Oral / Tradicional" (Paris, 1986, e Lisboa, 1987). Nas suas publicações, distinguem-se alguns importantes vectores. Em primeiro lugar, temos as obras com preocupação pedagógico-didáctica: Da Indispensabilidade do Latim na Leitura dos Nossos Clássicos , Lisboa, 1963; A Nossa Pátria, selecta de Português para o 1º. ciclo liceal (livro único entre 1961 e 1965); Na área principal da sua formação, a Etnografia e a Antropologia, publicou - para além da Etnografia Portuguesa, que é, como atrás fica dito, em parte escrita por ele, a partir dos apontamentos de Leite de Vasconcellos, de quem também reeditou com uma apresentação desenvolvida Tradições Populares de Portugal - o volume Sabedoria, Linguagem, Literatura e Jogos, de 1966, que faz parte da obra colectiva Os Macondes de Moçambique , e ainda Bochimanes !khu de Angola, de 1968, e também Pitões das Júnias. Esboço de Monografia Etnográfica, de 1981, e, em colaboração com Diogo de Abreu e Francisco Melo Ferreira, Unhais da Serra. Notas Geográficas, Históricas e Etnográficas, de 1982. Saliente-se a edição póstuma da obra Povo, Povos e Culturas (Portugal, Angola e Moçambique ), de 1997, na qual se coligem artigos e colaborações diversas. Mencione-se, em terceiro lugar, o interesse por aspectos particulares da História, Literatura, Geografia perspectivados antropologicamente: artigos sobre "Judeus", "Mouros" e "José Leite de Vasconcellos" no Dicionário da História de Portgugal, dirigido por Joel Serrão; a "Introdução" à Carta de Achamento do Brasil de Pero Vaz de Caminha, de 1974; A Carta de Pero Vaz de Caminha lida por um Etnógrafo , de 1985; "Gil Vicente e os motivos populares: um conto na Farsa de Inês Pereira", RL-NS, nº. 2, 1981, pp. 31-60; Frei João de S. José e a sua Corografia do Reino do Algarve (1577), de 1980; Temas de Antropologia em Oliveira Martins, de 1986; Colombo e Portugal, de 1994. Um domínio foi particularmente caro ao Prof. Viegas Guerreiro: a "Literatura Popular". Recolector incansável, enriqueceu, com as versões que recolheu por todo o Portugal e também no Brasil, volumes como os do Romanceiro Popular Português , de Maria Aliete Galhoz, de 1987 e 1988, e ainda as suas antologias Contos Populares Portugueses, de 1956, e Adivinhas Portuguesas, de 1957. Escreveu duas obras imprescindíveis de iniciação e história neste campo: Guia de Recolha da Literatura Popular, de 1976 (2ª. ed., 1982) e, sobretudo, Para a História da Literatura Popular Portuguesa, de 1978

Um artigo do meu QUERIDO e AMADO amigo Magnus Amaral Campos

SÍNDROME DA PERNA INQUIETA E A DISSOCIAÇÃO NEURÓTICA DA PERSONALIDADE

Autor: MAGNUS AMARAL CAMPOS

A " Síndrome da perna inquieta " , além de extremamente desagradável pelos sintomas que dá, é sinal e sintoma de que a pessoa está extremamente ansiosa .É essa ansiedade que faz com que a pessoa vá procurar auxílio nas drogas, lícitas e ilícitas , afim de obter algum alívio.Essa sintomatologia começa desde a infância e aumenta na adolescência , quando eclode a parte de hormônios na pessoa. E porisso o adolescente começa o insumo de drogas por volta dos 11 ou 12 anos de idade.Esse SINTOMA e SINAL vem acompanhado do SINTOMA DO DESEJO HOMOSSEXUAL, já que como dito antes, CÉREBRO NÃO EMITE DOR !Esse DESEJO HOMOSSEXUAL ( usualmente presente , tendo cerca de 2% dos casos se tanto onde não é encontrado esse SINTOMA ) , ao entrar em choque com a MORAL da própria pessoa faz com que a pessoa desenvolva primeiro uma REPRESSÃO SEXUAL CONSCIENTE , onde sabe ser portadora desse DESEJO.Posteriormente, como é um DESEJO de conteúdo extremamente forte para ficar no CONSCIENTE, a pessoa produz o " ESQUECIMENTO " desse DESEJO, fazendo uma REPRESSÃO SEXUAL INCONSCIENTE que foi chamada por Sigmund Freud de "RECALQUE SEXUAL", termo utilizado até hoje.É esse RECALQUE SEXUAL que vai dar origem aos sintomas e sinais NEURÓTICOS e PSICÓTICOS que são encontradiços na " Síndrome da perna inquieta ".Esse RECALQUE SEXUAL também foi chamado de COMPLEXO AUTÔNOMO por Carl Gustav JUNG que notou em Freud a presença desses sintomas e porisso comprometeu TOTALMENTE a Psicanálise ! O pai da psicanálise não poderia ser portador de uma NEUROSE ou de uma PSICOSE - isso está escrito em seu último livro " Memórias , Sonhos, Reflexões " , escrito por Aniella Jafé.A pessoa portadora de um COMPLEXO AUTÔNOMO é a pessoa COMPLEXADA , cujos sintomas são os encontradiços na " Síndrome da perna inquieta".Não tratado o COMPLEXO AUTÔNOMO, ele cresce como um, feijão que foi jogado na terra. A pessoa portadora desse complexo perde o controle sobre ele. E assim , a pessoa COMPLEXADA vai tender a usar drogas para minimizar sua ANSIEDADE , até que seu cérebro seja praticamente destruído.Ao término, a pessoa lançará mão do único recurso que o cérebro ainda dispõe para se manter vivo, ou seja , em caso de ser uma NEUROSE , vai tender a fazer a "DISSOCIAÇÃO NEURÓTICA DE PERSONALIDADE " , onde nada mais se encontra daquela pessoa que residia naquele corpo , encontrando-se fragmentação de seu caráter e múltiplas facetas de personalidade.Esse quadro também pode ser confundido com uma PSICOSE , onde há também diversas personalidades , com o predomínio do tipo paranóide. Assim, seguindo o raciocínio de Freud, a pessoa " deve-se" aceitar !Bom, RELAÇÃO HOMOSSEXUAL não cura nem NEUROSES, NEM PSICOSES ! Assim , não adianta manter relações homossexuais para tratar ou curar uma ESQUIZOFRENIA ou um TERROR PÂNICO, ou um TRANSTORNO BIPOLAR , ou uma PSICOSE ou NEUROSE a esclarecer ! Masturbação também não cura ESQUIZOFRENIA , desculpe Herr Professor Sigmund Freud !Creio que a contribuição de Freud foi importantíssima, descobrindo que atrás de toda a NEUROSE e toda a PSICOSE esconde-se um " RECALQUE SEXUAL " , usualmente um DESEJO HOMOSSEXUAL RECALCADO !Sua contribuição à Medicina fica por aquí.Nada mais deve ser levado em consideração !O DESEJO deve ser extirpado, fazendo-se a "UNIÃO DO CORPO COM A ALMA" , como exposto neste BLOG, sem fazer a AUTO - CENSURA ou REPRESSÃO SEXUAL CONSCIENTE pois isso piora a NEUROSE ou PSICOSE !A simples CIÊNCIA de que esse RECALQUE existe também não cura ninguém !Assina - Magnus Amaral Campos - CREMESP - 36.185
- celular : (0055) (11) 7283.8959
- e-mail : magnusamaral@ig.com.br

Mulher (s) e Monarca (s)

D. Joana ( 1462-1530). Segunda mulher de D. Afonso V, cognominada a Beltraneja em Castela, e a Excelente Senhora em Portugal. Era filha de Henrique IV de Castelae da rainha de D. Joana, irmã de D. Afonso V de Portugal.Esta infeliz senhora foi sempre vítima das mais vis intrigas, logo desde criança. Em Castela era conhecida pela Beltraneja, por todos a considerarem filha do fidalgo espanhol D. Beltran de La Cueva, valido do rei e amante de sua mãe, porque, segundo a opinião geral, Henrique IV não podia dar filhos a sua mulher. 0 rei , reconhecendo a sua incapacidade física, bem devia saber que Joana era filha do adultério, mas apesar disso, consagrava-lhe verdadeira afeição, e a princesa fora jurada como herdeira da coroa de Castela,MAS forçado pelos rebeldes teve de a declarar filha adulterina, para perder esse direito, mas pouco tempo antes de morrer reconsiderou, de novo a reconheceu como herdeira legítima do trono, e pediu a seu cunhado, D. Afonso V, que a desposasse e lhe defendesse os seus direitos. D. Afonso aceitou o encargo. Ainda quase no berço, D. Joana fora dada por esposa ao infante D. Afonso, seu tio, que morreu envenenado em 1468. Esteve para casar com o duque de Guyenne, Carlos, irmão de Luís XI, de França. Ainda lhe deram por noivo o infante D. João, filho de D. Afonso V. Também a pretendeu-a o rei Fernando de Aragão, quando enviuvou de sua mulher, D. Isabel, irmã de Henrique IV. Quando faleceu este monarca, D. Afonso V entrou em Castela.O trono era disputado a D. Joana, por D. Fernando de Aragão; o rei português arquitectouum plano: casar com a sobrinha, unir as duas coroas de Portugal e Castela. Incitado pelos partidários da princesa, que invocavam a cláusula do testamento, que D. Afonso aceitara, foi ter a Placência com a sobrinha, o casamento realizou-se por procuração em Maio de 1475, publicando pouco depois D. Joana um manifesto declarando e afirmando seus direitos à coroa de Castela. 0 matrimónio, porém, não chegou a consumar-se por não ter sido obtida do papa a indispensável dispensa de parentesco. D. Afonso empregou altas diligências para a conseguir e conseguia-o. Mas,como o documentonunca foi expedido pelo Papa que o aprovara, o seu sucessor,Sixto IV,mandou revogar a decisão do seu antecessor. Deste modo, o casamento ficou apenas limitado à cerimónia oficial. D. Afonso V submeteu-se às imposições de Roma. No entretanto, as intrigas ferviam em Espanha, aproveitando-se os contrários da política de D. Afonso, da circunstância de D. Joana ser filha de D. Beltran de La Cueva e não de Henrique IV. Os exércitos português e castelhano encontraram-se na planície de Toro, onde se deu batalha em 1 de Março de 1476,os portugueses foram derrotados, apesar dos prodígios de valor empregados pelo príncipe D. João, sucessor do reino de Portugal, por D. Duarte de Almeida e Gonçalo Peres. Vencido pelas armas, D. Afonso apelou para a política, e dirigiu-se a França, contraindo aliança com Luís XI, para que ele se interessasse a seu favor. A princesa D Joana viera para Portugal quando começou a guerra, e aqui se conservava até que D. Afonso voltasse da sua viagem a França. Vendo que nada conseguia, perdendo todas as esperanças de poder prosseguir na luta, tratou de ajustar as pazes com os seus inimigos, cujo contrato foi assinado em Alcântara em 1478, ficando sacrificada a princesa D Joana, abandonada pelo marido, perdendo até o titulo de rainha. Apesar da nódoa do seu nascimento, D. Joana conquistara muitas simpatias, e Fernando, de Aragão, receava alguma reacção a seu favor. Estipulou-se, portanto, que D. Afonso, neto de D. Afonso V, casasse com D. Isabel filha dos reis católicos, e que D. Joana, cujo matrimónio nunca se realizara, casasse com o príncipe D. João, filho também dos reis católicos, fundindo-se assim, num só, os direitos dos dois contendores. Mas se o príncipe D. João se recusasse, D. Joana teria de professar num convento, ou de ficar refém, ou em terçaria, como se dizia nesse tempo, em Moura, no Alentejo. A princesa, que tremia de estar em Moura, tão próximo de Castela, e que de forma alguma queria casar com o príncipe D. João, nesse tempo ainda muito criança, preferiu desde logo recolher-se ao convento de Santa, Clara, de Santarém, resolução que desejavam todos os interessados. Entrouem 1478, veio a professar em 1480. Assim, para servir interesses alheios, para expiar ambições que não tivera e culpas que não eram suas, a infeliz princesa, desditosa rainha sem ter reino, via-se obrigada a encerrar-se num claustro, e a professar na idade de 18 anos. Opovoportuguês deu-lheo nome de Excelente Senhora, nome que a história conservou. A desventurada princesa saiu do convento, no reinado de João II, e residiu algum tempo no paço da Alcáçova do Castelo de São Jorge, em Lisboa. Ainda atravessou os reinados de D. Manuel, e parte do de D. João III, vindo a falecer com 68 anos de idade.

AINDA ESTREMOZ Évora Monte

É uma das freguesias de Estremoz, Alentejo, Portugal. Évoramonte é uma localidade calma. O seu castelo tem formas arredondadas,asmuralhas são visíveis de muitas léguas em redor, com a magnífica torre de menagem, ela própria um castelo,chamada Paço de Homenagem. O Castelo, erguido a 474 metros de altitude sobre um escarpado monte que forma uma das elevações ocidentais da Serra de Ossa,notável pelo pitoresco e a sólida robustez da construção. O castelo sobressai na cerca muralhada estendida em triângulo isósceles, que se conserva quase na totalidade. O cabeço da colina deve ter sido povoado ainda em épocas pré-romanas. Talvez pelos eburones (eborenses) ,que aqui fundaram uma colónia. Conquistada aos muçulmanos por D. Afonso Henriques e Geraldo Geraldes, em 1165 ou 1166, o nosso primeiro rei mandou imediatamente povoar Évoramonte e depois D. Afonso III deu-lhe foral em 1248, acrescentado com mais privilégios em 1271. No entanto, as primeiras medidas destinadas à fixação populacional e os sequentes esforços no mesmo sentido não resultaram, pois os moradores não se encontravam seguros, mal defendidos que estavam dos ataques da mourama. Assim, D. Dinis encontra Évoramonte deserta e manda edificá-la convenientemente, no ano de 1306. Em 15 de Dezembro de 1516, a vila recebia novo foral, concedido por D. Manuel I. Em 1527, residiam aqui 311 pessoas e a localidade era senhorio da Casa de Bragança. Durante os oito terríveis dias de Fevereiro de 1531 em que o solo português tremeu espantosamente, Évoramonte sofreu mortes e vastas destruições. O castelo ficou muito danificado e viria a ser restaurado por D. João III. As muralhas foram reforçadas com torreões cilíndricos, defesas das três portas góticas – Freixo, S. Sebastião e S. Brás. Um clima de paz e tranquilidade,diz Júlio Gil,envolve a beleza encantadora da Évoramonte histórica, cintada de muralhas. Deliciosas casas, com chaminés de prumada, alinham-se pelas asseadas ruas juntando qualidades estéticas a outras – da Igreja de Santa Maria, reconstruída no século XVI, mas conservando o nártex e o portal gótico. Da graciosa Misericórdia, quinhentista; da fonte gótica. Na Rua Direita, uma lápida indica a casa onde foi assinada a Convenção de Évoramonte. Fora de muros, na falda sul da colina e à beira da estrada nacional, a Corredoura é a extensão de tempos modernos, mais populosa, comercial, activa e também com lindas casas, a Igreja de S. Pedro, gótica e quatrocentista. e a bela perspectiva traçada sobre o céu do monte decorado de azinheiras e terminado em velha muralha. É muito agradável a subida ao monte, por entre montados de azinheiras, desfrutando-se de uma paisagem cada vez mais ampla à medida que se sobe. No fim da subida, o clímax espera-nos. O panorama,diz Raul Proença,já dominado da torre de menagem, já do alto da escarpa, fora das muralhas, já de qualquer das portas ou rasgaduras da cerca, é de uma grandeza impressionante. A terra acolina-se em sucessivos repregos cobertos de arvoredo, com manchas verdes, escuras e acarminadas, linhas ondeantes de serrania, e um sem-número de brancos casais disseminados pelo fundo dos vales ou no viso dos outeiros. A Oeste o horizonte vai até às serras da Arrábida e de Montejunto. AoNorte a Serra de Portalegre, e ao longe aEstrela. Ao Sul a Serra do Mendro . A Este, a Serra de Ossa.No mais alto cume a Ermida de S. Gens. Évoramonte compõe-se de duas partes: a vila primitiva, dentro das muralhas, com poucos habitantes e muitas recordações históricas, e a vila moderna, junto da estrada que liga Évora a Estremoz e ondese concentram o comércio e as actividades locais. A povoação tornou-se nacionalmente conhecida pela realização da Convenção de Évoramonte, em 26 de Maio de 1834. Foi aqui que D. Miguel se rendeu a D. Pedro, ou, que foi assinada a paz entre miguelistas e liberais. E, caso a assinalar, em vez de ser negociada a paz no ambiente militar, à primeira vista adequado, do castelo e do seu Paço de Homenagem, foi numa casita térrea, ao entrar da porta maior das muralhas, que se reuniram os duques da Terceira e de Saldanha, do lado dos liberais, e o general Azevedo Lemos, comandante dos absolutistas, sob o benevolente olhar e opinião de John Grant, secretário da Legação Britânica em Lisboa. A casa ainda ali está, e o Paço de Homenagem foi restaurado de cima a baixo.

Histórias de CONTRABANDO para além de qualquer fronteira

NOUDAR and all



O contrabando, enquanto actividade ilícita aos olhos dos poderes instituídos, é um fenómeno milenar.

No entanto, o pequeno contrabando teve nestas terras raianas um papel fundamental na coesão das comunidades e na melhoria das condições de vida destas populações.

O Concelho de Barrancos é uma região de fronteira. A Norte toca a Extremadura. E esta especificidade de terra raiana assume um maior significado se pensarmos que é também aqui que passa o limite entre o Alto e o Baixo Alentejo.

Esta realidade e o facto do concelho assentar as suas origens em povoadores vindos do país vizinho, representa indiscutivelmente um fenómeno indispensável para compreender a história recente destas terras e, em particular, alguns episódios importantes que têm a Herdade da Coitadinha como palco.

O contrabando, enquanto actividade ilícita aos olhos dos poderes instituídos, é um fenómeno milenar.

Tem a idade das fronteiras políticas e administrativas, e foi desde as suas origens um elemento importante para o desenvolvimento económico de algumas micro-estruturas sociais e humanas.


Assim como um factor de criação de novos pretextos para o reforço do poder militar de alguns pequenos (e grandes) senhores, em períodos históricos mais recuados. Mas o conceito de contrabando, de pequeno contrabando, tem nestas terras raianas um papel fundamental na coesão das comunidades e na melhoria das condições de vida destas populações. De comunidades que têm a ligá-las muitas vezes profundas raízes familiares.

O fenómeno generalizado de contrabando tem aqui início com a guerra civil de Espanha (1936-1939).

O país vizinho passa por um período terrível, cujas feridas vão durar muitos anos a sarar.

Saído dum esforço de guerra terrífico que esvaziou os cofres do Estado, vê toda a sua máquina económica e financeira muito debilitada.

Entretanto, o início da II Guerra Mundial vem aprofundar ainda mais as dificuldades que invadem a Península Ibérica e, em particular, a Espanha.

Nestas regiões mais de interior, faltam os bens essenciais como a farinha, o arroz, o azeite, o açúcar…

Na falta de dinheiro a procura dos meios de subsistência promove a troca directa e, ainda antes do grande período em que o café é o produto mais importante para o “comércio de fronteira”, todos os produtos complementam as necessidades de umas e outras populações.

Da zona de Oliva de la Frontera, chegavam sardinhas e laranjas a estas terras da Coitadinha e levavam-se ovos…

Outras vezes chegavam alhos ou outros produtos hortícolas em troca de meia dúzia de gramas de café ou açúcar.

De Zafra, Valencita (Valência del Mombuey), Fregenal de la Sierra ou Oliva de la Frontera, nos períodos de pós-guerra, chegavam gentes à procura de uma maior abundância de bens que escasseavam do lado de lá. Mas, também os tempos da guerra aqui se faziam sentir e, os produtos racionados, dificultavam as trocas que se queriam céleres para bem das duas comunidades.

Levava-se arroz, farinha, açúcar, café… acima de tudo produtos de primeira necessidade.


Traziam-se, entre outros, licores, alparcatas, vestuário de senhora, lingerie…


O fim da II Guerra Mundial e a recuperação económica que do lado de Espanha se começava a fazer sentir vem alterar, profundamente, as relações sociais e económicas das populações de fronteira e modificar o tipo de produtos que então se trocavam.


É nesta altura que o café, oriundo dos países africanos colonizados por Portugal e de preços extraordinariamente mais baixos, assume um papel fundamental nos passos dos contrabandistas. Primeiro o pequeno contrabandista que leva uma carga de café para trazer bens de primeira necessidade para a sua família.

Depois algumas fazendas, o enxoval dos filhos ou algumas coisas para a casa…

Começam então a aparecerem os grandes “comerciantes” que contratavam grupos de dez, vinte, trinta, às vezes sessenta homens, para irem “ao outro lado” com café.

Cada um levava em média 25 quilos e as viagens duravam, às vezes, duas, três, quatro noites e cada homem ( e mulheres, também) ganhava o mesmo numa noite que durante uma semana nos trabalhos do campo.

É um contrabando de subsistência que ajudava a enganar os tempos de miséria e privações que marcavam os anos cinquenta, sessenta e setenta.

Mesmo sem dinheiro, aqueles que se dedicavam ao contrabando do café encontravam sempre um comerciante que lhes fiava as cargas.

Homens, ou mulheres, que depois do trabalho na mina ou no campo iam enganando a noite levando uma carga de café a Encinasola, Oliva ou Valencita.

O território da Coitadinha assume então uma função ainda mais importante neste comércio dada a sua proximidade a algumas povoações espanholas. Menos de 10 quilómetros a Oliva e Valencita. Pouco mais de vinte a Fregenal e Jerez.

Paralelamente, é uma zona onde os vales da ribeira do Ardila funcionam quase como via de inter-penetração e movimentação dos grupos de homens que se aventuravam, noite fora, com a mochila às costas.

A fraca densidade populacional da zona ajudava na passagem clandestina que tão necessária era para levar a encomenda a bom porto.

Talvez por isso a Guarda-fiscal instala um dos seus postos mais importantes nas “Russianas”, limitando desta forma os caminhos e os destinos dos contrabandistas que procuravam uma sorte diferente carregando café.

Uma carga que, mais não seja, trocada por pesetas dava para “fazer” as festas e romarias do outro lado da fronteira.

UM LUGAR A VISITAR E A DESFRUTAR, nem que seja apenas como internauta.

TREMOÇOS (Lupinus) tóxicos e comestíveis

Um alerta para o facto de nem tudo o que é produto natural/vegetal e macrobiótico ser inócuo Os tremoçossão as sementes de uma planta dicotiledónea da família das Leguminosasda qual também fazem parte os feijoeiros,a faveira,a ervilheira,o grão-de-bico,a lentilha,.… enfim, todas essas cujo fruto é uma vajem e a flor papilionácea, as comestíveis e muitas outras não comestíveis (como as giestas, os tojos, as olaias,os trevos,,as joinas, etc.… . Mas, afinal por que raio só nos dão a comer tremoços demolhados? É que os tremoços são muitíssimo tóxicos para nós e para outros mamíferos se não levarem qualquer tipo de tratamento. O povo foi sábio, nesse aspecto, e descobriu que deixando os tremoços em água corrente durante determinado período de tempo, estes passavam a ser comestíveis. . A intoxicação traduz-se por uma sintomatologia anticolinérgica: midríase, taquicardia, hipotensão, mucosas secas, retenção urinária. Os casos mais ligeiros apresentam náuseas, vómitos e tonturas, dores abdominais e depressão respiratória. Isto porque as sementes dos tremoceiros e tremocilhas (Lupinus spp.) têm um elevado teor em alcalóides, como a anagirina (altamente tóxica, cardiotónica e teratogénica), a esparteína, a lupanina, a luteona e a wighteona. . A toxicidade desaparece, pois, com a ebulição em água ou colocando os tremoços durante algum tempo em água salgada, mas a água de demolhar o tremoço também é tóxica! . Como se não bastasse, os tremoços podem, eventualmente, ser também responsáveis pela intoxicação que se denomina “lupinose”, não por outro constituinte químico da planta, mas pela micotoxina produzida pelo fungo Phomopsis leptostromiformis (KUHN) BUBAK ex LIND. que os ataca. . E, já agora, essa classificação que tanto se insiste em fazer de “produtos químicos” e “produtos naturais” é absolutamente inadequada, uma vez que os vegetaissão todos feitos de químicos! Não faltam por aí plantas potencialmente tóxicas pela sua química, mesmo entre as que usamos em infusões ou entre as que utilizamos na alimentação (como o tremoço). Por outro lado, muitos dos medicamentos que tomamos são constituídos por moléculas de origem natural ou obtidas por hemissíntese. Vá lá que se use a classificação “produtos de origem estritamente natural/biológica”, “produtos de origem sintética” e “produtos de origem hemissintética”… ADENDA: O tremoço tem de ser demolhado e fervido para purgar uma substância alcalóide (lupanina) que lhe confere um sabor amargo. Feita a preparação, o tremoço é alimento de eleição, em regra, beneficiando quem dele se alimenta, prevenindo a ocorrência ou mesmo tratando certas enfermidades. É muito bom na preparação dos solos para o cultivo do milho, melão e trigo. Por outro lado, a selecção de variedades permitiu a sua utilização na alimentação dos animais de forma massiva e a sua introdução como aperitivo, provavelmente, pela mesa das populações rurais.

BÍBLIA descobertas arqueológicas

Várias foram as descobertas arqueológicas que proporcionaram o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos mais antigos que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C. Existem, porém, partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do segundo século da era cristã. Mas sem dúvida a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó.Durante nove anos vários documentos foram encontrados nas cavernas de Qumrân, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos da Bíblia hebraica que se têm notícias. Escondidos ali pela tribo judaica dos essênios no Século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C., aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo, revelando aspectos até então considerados exclusivos do cristianismo. Estes documentos tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelecem que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C. Destaca-se, entre estes documentos, uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca de cem anos antes do nascimento de Cristo. Especialistas compararam o texto dessa cópia com o texto-padrão do Antigo Testamento hebraico (o manuscrito chamado Codex Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram que as diferenças entre ambos eram mínimas. Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local, como o do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.As descobertas arqueológicas, como a dos manuscritos do Mar Morto e outras mais recentes, continuam a fornecer novos dados aos tradutores da Bíblia. Elas têm ajudado a resolver várias questões a respeito de palavras e termos hebraicos e gregos, cujo sentido não era absolutamente claro. Antes disso, os tradutores se baseavam em manuscritos mais "novos", ou seja, em cópias produzidas em datas mais distantes da origem dos textos bíblicos.



Fonte: Sociedade Bíblica Brasileira

BOCAGE E CAMÕES épocas diferentes, diferentes destinos

É um dos nossos melhores poetas, e depois de Camões o mais popular e celebrado de todos. Nasceu em Setúbal a 15 de Setembro de 1765, faleceu em Lisboa a 21 de Dezembro de 1805. Filho de um português e de mãe de ascendência francesa (erada célebre poetisa francesa, madame Marie Anne Le Page du Bocage). Em 1779 assentou praça de cadete no regimento n.º 7 de infantaria de Setúbal. Veio estudar para Lisboa aos 14 anos de idade. 0 desprezo constante pelos actos do ex-ministro de D. José, levara os conselheiros da rainha D. Maria I a criar em Lisboa, em 5 de Agosto de 1779, uma instituição, a que chamaram Academia Real de Marinha, equiparada à Universidade. Foi neste Instituto que Bocage recebeu a sua educação científica, mais tarde foi aperfeiçoá-la na Academia dos Guardas Marinhas. As paixões levianas eram tudo para Bocage. As damas constituíam o seu único pensamento. Confiando nos seus dotes de claro entendimento, estava tão certo de agradar às belas, que notava com espanto a resistência dalguma, que porventura se esquivava aos seus galanteios. Tomava como correspondência amorosa o aplauso unânime que obtinha nas salas ao recitar os seus versos. E assim viveu sempre em toda esta primeira fase das suas aventuras, a amar e a padecer. 0 nome de Gertruria tornava-se o seu pensar constante (anagrama imperfeito de Gertrudes) foi este nome que por muito tempo o inspirou. Era asfixiante o ambiente que então se respirava na capital. Por um lado os medos da propagação das doutrinas filosóficas traziam empenhados o tribunal da Inquisição, por outro lado não estava ainda extinta a luta dos ódios contra o marquês de Pombal, a quem as famílias dos nobres, por ele castigados, acusavam violentamente, imputando-lhe acções desonrosas, delitos infamantes, e tentando reabilitar-se como inocentes no atentado contra el-rei D. José. Época de incertezas, de dúvidas, de receios e de perseguições. Como poderia florescer no mais elevado grau a literatura portuguesa, embora tivesse por cultor um génio como Barbosa du Bocage? 0 gosto de então eram as canções brazileiras, cantadas à guitarra ou à viola, nas reuniões de família ou nas orgias dos botequins. Todos os poetas davam à porfia letras para estas árias, e Bocage não foi dos menos pródigos. O poeta, que sempre sonhava parecer-se o seu destino com o de Camões, que só invejava a imortal glória do grande épico, comparava a sua mocidade livre com a que tivera, e pensava porventura que também este na corte compunha e recitava versos, requestava donzelas, e cantava a Natércia. Camões tinha ido ao Oriente, Bocage foi também. Em 1786, partia o nosso poeta a visitar as terras que inspiraram o imortal cantor dos Lusíadas. Ia procurar novos horizontes para melhor desenvolver as suas formosíssimas concepções poéticas. A nau de viagem arribou ao Rio de Janeiro, por causa de tempestade que se levantou. Bocage ali se demorou, sendo muito bem recebido pelo vice-rei do Brasil, Luís de Vasconcelos e Sousa, e pela melhor sociedade fluminense. Em 1786 chegou finalmente a Goa. O engenho e a arte de Bocage poderia elevar-se imenso, se houvesse tido outra educação literária e científica, e soubesse subtrair-se à influência do meio social em vez de buscar nele efémera popularidade. Camões era não só um génio, mas o primeiro sábio da sua época. Bocage aprendera bem as línguas, o latim, o francês e o italiano, mas trocara tudo isto pelo culto exclusivo das musas, os conhecimentos de ciências naturais, que alcançara nas academias de marinha. Foi por tudo isto, certamente,que ao chegar a Goa nem se impressionou com a luxuriante vegetação oriental, nem com as religiões, raças, línguas e costumes daqueles povos, e continuou cantor da arcádia preso às regras horacianas, e não conseguiu produzir um poema.
Satirizou os índios ( o que me desagrada muito), lamentou em magníficos versos a decadência de Goa e das possessões portuguesas. Em Goa encontrou muita estima no desembargador Sebastião José Ferreira Barroco, também poeta, e um dos maiores amigos de Filinto Elísio. Em 1789 era promovido a tenente, de infantaria da 5.ª companhia da guarnição da praça de Damão, onde chegou nesse ano, mas logo dois dias depois dali desapareceu em companhia doutro oficial da mesma praça, indo ter a Macau, onde sofreu em resultado desta aventura. 0 que obrigaria Bocage a desaparecer tão precipitadamente da praça de Damão, e a apresentar-se na colónia de Macau? Imitar Camões, o prazer de visitar todos os lugares que ele percorrera? Seria apenas pelo seu espírito volúvel? Ninguém o poderá dizer, talvez nem ele o soubesse. Nestas paragens foi ainda mais infeliz do que na Índia, e só teve dois homens que lhe valeram: Lázaro da Silva Ferreira, governador de Macau, que o não pronunciou por haver desertado de Damão, e o negociante Joaquim Pereira de Almeida, que recebendo-o e dando-lhe agasalho o apresentou na sociedade macaense. Mas absolvida a culpa, o poeta não descansava com saudades da pátria, dos amigos e dos amores. Partiu para Lisboa onde chegava o eco da revolução francesa (1789). A liberdade era o hino que se cantava às escondidas por toda a parte, porque a polícia estava cada vez mais intransigente. 0 poeta cantou logo contra o despotismo, chamando-lhe sanhudo, inexoravel, monstro que em pranto, em sangue a furia ceva, mas que não tyranisa do livre coração a independencia, e compôs muitos sonetos em honra da liberdade. Eram estes os sentimentos políticos de Bocage e de todos os sócios da Nova Arcádia, salvas poucas excepções. Nem escapava ao influxo o padre José Agostinho de Macedo, ex-frade graciano, amigo do vate no seu regresso ao país, mais tarde seu declarado inimigo, e por fim reconciliado com ele no período curto da fatal doença que o prostrou. A Nova Arcádia, chamava-se uma sociedade de poetas daquela época, para onde Bocage entrara em 1791, tomando o nome pastoril de Elmano Sadino, e contra a qual se indispôs em 1793. Em todo o tempo que durou esta guerra com os seus colegas, levantada por vaidades de poetas e de literatos, jogaram-se as mais acerbas sátiras e vibraram-se epigramas os mais frisantes. 0 forte despotismo da época não podia deixar de perseguir a quem possuía sentimentos liberais, e Bocage era pouco acautelado. Em 1797 foi denunciado à intendência da polícia, por uns papeis ímpios, sediciosos e satíricos, que apareciam clandestinamente com o título de Verdades duras, e continham entre outras coisas a epístola Pavorosa illusão da eternidade. Bocage tentou fugir, mas foi preso.

CALOUSTE GULBENKIAN

QUERO compartilhar o aspecto mais importante de GULBENKIAN, o seu contributo para a cultura em Portugal. A sua herança esteve na origem da constituição da Fundação Calouste Gulbenkian. Nasceu na Arménia e estudou Londres, no King's College, onde obteve o diploma de engenharia em 1887. Quando fez uma viagem à Transcaucásia em 1891, visitando os campos petrolíferos de Baku. Publica aos 22 anos o livro La Transcaucasie et la Péninsule d'Apchéron - Souvernirs de Voyage, do qual alguns capítulos se publicam numa revista que chega às mãos do ministro das minas do governo otomano. Engenheiro e hábil negociador Gulbenkian foi encarregado de elaborar um relatório sobre os campos de petróleo do Império Otomano, em especial na Mesopotâmia e da Socony Mobil Oil. Da divisão de dividendos a Calouste Gulbenkian caberia 5%. Essa riqueza que acumulou permitiu-lhe satisfazer a paixão pelas obras de arte. Era um amador de arte e homem de raro e sensível gosto, além de reunir uma extraordinária colecção de arte, principalmente europeia e asiática, de mais de seis milhares de peças. Na arte europeia, reuniu obras que vão desde os mestres primitivos à pintura impressionista. Figuram na sua colecção obras de Carpaccio, Rubens, Van Dyck, Rembrandt, Gainsborough, Romney, Lawrence, Fragonard, Corot, Renoir, Boucher, Manet, DEgas, Monet e muitos outros. A Além da pintura, reuniu um importante espólio de escultura do antigo Egipto, cerâmicas orientais, manuscritos, encadernações e livros antigos, artigos de vidro da Síria, mobiliário francês, tapeçarias, têxteis, peças de joalharia de René Lalique, moedas gregas, medalhas italianas do Renascimento, etc. Foi desejo de Gulbenkian que a colecção que reuniu ao longo da vida ficasse exposta num mesmo local. A sorte coube a Lisboa onde em 1969 é inaugurado o espaço onde se encontra o edifício-sede da Fundação Calouste Gulbenkian, que inclui o Museu onde se encontra esta colecção permanente, além de um Centro de Arte Moderna, salas de conferência, biblioteca, dois auditórios e jardins. Gulbenkian deixou em testamento e com generosidade a sua fortuna. Para caridade, deixou verbas para especial protecção das comunidades arménias. Foi benfeitor do Patriarcado Arménio de Jerusalém. Como era devoto da Igreja Arménia, fez construir em Londres a Igreja de São Sarkis, dedicado à memória dos seus pais e onde se encontram as suas cinzas. A escolha de Lisboa foi por um infeliz acontecimento, dado que ficou doente, aquando da sua visita em 1942, a convite do embaixador de França, em Portugal. Inicialmente, Lisboa seria apenas uma escala numa viagem a Nova Iorque. Sentindo-se bem acolhido numa Lisboa tranquila, estabelece residência permanente em Lisboa, no Hotel Aviz. Acaba por se instalar definitivamente até à sua morte em 1955. A fundação com o seu nome que ficou herdeira do remanescente da sua fortuna, e que tem fins caritativos, artísticos, educativos e científicos, escolhendo Portugal para sua fixação - agradecendo, postumamente, o acolhimento que teve num momento crítico da história da Europa e sabendo o respeito que em Portugal haveria pelo escrupuloso cumprir das suas vontades.

Viver para Quê ?

Viver para Quê ?


Comentário de MAGNUS AMARAL CAMPOS
(artigo no Expresso, Portugal de 7 de Dez de 2007, João Pereira Coutinho)

Os filósofos dizem em fato que a melhor vida é a que nunca existiu.
Enfaticamente dito por Arthur Schopenhauer , seguido por Friedrich Wilheilm Nietzsche . O primeiro defendendo a negação da VONTADE , tentando encontrar o NIRVANA; o segundo defendendo a VONTADE e pregando que ela devesse passar por cima da MORAL, tese posteriormente desenvolvida por Sigmund Freud dizendo que aquele que tem DESEJO HOMOSSEXUAL deve-se aceitar sem levar em consideração que o DESEJO HOMOSSEXUAL é um SINTOMA encontradiço em quase todos os pacientes psiquiátricos e tal DESEJO deve ser eliminado ( através da UNIÃO DO CORPO COM A ALMA , que eu faço para que o ser humano tenha um curso "normal" de vida , sem ser PSICÓTICO ou NEURÓTICO ( As doenças mais conhecidas são o Transtorno Bipolar , a Psicose Esquizofrênica, a Histeria de Conversão , o Terror Pânico, entre outros. ). Uma vez tratado o DESEJO HOMOSSEXUAL, nestes casos , desaparecem os sintomas das doenças mencionadas. Não tratadas, essas pessoas vão ficar eternamente dependentes de tabaco, álcool, cocaína, crack, calmantes e outras drogas !!! Levando na esportiva o artigo que o jornalista editou, e que é um estímulo ao insumo de drogas, gostaria de deixar patente que não gosto de " levar fumo", não gosto de bebidas alcoólicas que são sempre usadas pelo efeito secundário que é a anestesia do cérebro e não pelo efeito primário pois o álcool é amargo. Também não aprovo o uso de drogas legais ou ilegais. Pode ser que o jornalista pela sua tenra idade não tenha visto ainda os efeitos devastadores que uma NEUROSE produz na vida de uma pessoa. Esse quadro - neurose - é o que funciona como estímulo primário aos dependentes de drogas ( espero que não seja o caso do jornalista ) e é manifesto ao se observar uma pessoa sentada que fica "tiquetaqueando" um dos joelhos, sem cessar, sendo que o neurótico minimiza esses sintomas com o insumo de drogas. De qualquer forma, já que estamos vivos, quiçá eu possa ensinar o jovem jornalista onde começa a paz e termina a DOR, enquanto ele tenta desesperadamente , tripudiar daquele que chama , por ignorância , de fanático. Forte abraço.


Assina - Magnus Amaral Campos - médico devidamente inscrito no CREMESP sob número 36.185
Meu celular: (0055) (11) 7283-8959

Meu email: magnuscampos@yahoo.com.br

BRAILLE 200 anos de escrita

No sistema aperfeiçoado há 200 anos por Louis Braille e que recebeu o seu nome, há combinações de pontos para todas as letras e para a pontuação da maioria dos alfabetos. Vários idiomas usam uma forma abreviada de braille, na qual certas células são usadas no lugar de combinações de letras. a b c d e f g h i j As primeiras dez letras só usam os pontos das duas fileiras de cima. Os números de 1 a 9, e o zero, são representados por esses mesmos dez sinais, precedidos pelo sinal de número, especial. k l m n o p q r s t As dez letras seguintes acrescentam o ponto no canto inferior esquerdo a cada uma das dez primeiras letras u v x y z As últimas cinco letras acrescentam ambos os pontos inferiores às cinco primeiras letras. A letra "w" é uma exceção porque foi acrescentada posteriormente ao alfabeto francês. As combinações restantes ( são 63 as hipóteses de combinação de pontos) são usadas para: pontuação, contrações e abreviaturas especiais. Estas contrações e abreviaturas tornam o braille difícil de aprender. Especialmente no caso de pessoas que ficam cegas numa idade mais avançada, visto que a única forma de aprender braile é memorizar todos os sinais. Por esse motivo, há vários "graus" de braille. BRAILLE GRAU UM (por extenso) Só utiliza os sinais que representam o alfabeto e a pontuação, os números e algunssinais especiais de composição. Corresponde letra por letra, à impressão visual que é observável num texto comum. É o mais fácil de aprender, pois há menos sinais para memorizar, mas é o mais lento para ser transcrito e lido. BRAILLE GRAU DOIS ( abreviado ) Cada um dos sinais que representa(m) o(s) alfabeto(s) têm um significado duplo. Se o sinal é usado em combinação com outros padrões dentro de uma palavra, representa apenas uma letra, mas se estiver isolado representa uma palavra comum. Isto ocorre similarmente no braille português e inglês. Assim, por exemplo, o sinal : - "n" isolado representa não; abx= abaixo; abt = absoluto;ag =alguém, e assim por diante. Outros sinais são empregues para representar prefixos e sufixos. O uso de contracções e abreviaturas reduz bastante o tempo envolvido em transcrever e ler a matéria e o tamanho do volume de folhas necessárias. É o grau mais comum do braille mas é difícil de aprender. É necessário memorizar todos os 63 sinais diferentes (a maioria dos quais tem mais de um significado, dependendo de como são usados), aprender o conjunto de regras, que definem quando cada sinal pode ser usado. BRAILLEGRAU TRÊS( muito abreviado). Há várias contracções e abreviaturas a memorizar, e as regras são igualmente difíceis. É mais utilizado em anotações científicas ou em matérias muito técnicas.

VIDAS QUE MARCAM Louis Braille

LOUIS BRAILLE (1809-1852) foi o criador do sistema de leitura para cegos. Não nasceu cego, com 3 anos apenas feriu-se no olho esquerdo e ainfecção que se seguiu ao ferimento alastrou-se ao olho direito, provocando a cegueira total. Frequentou a escola e como tinha enorme facilidade em aprender o que ouvia foi várias vezes seleccionado como líder da turma. Aos10 anos de idade, Louis ganhou uma bolsa do Institut Royal des Jeunes Aveugles de Paris (Instituto Real de Jovens Cegos de Paris), cujo fundador Valentin Hauy foi um dos primeiros a criar um programa para ensinar os cegos a ler. As primeiras experiências de Haüy envolviam a gravação em alto-relevo de letras grandes, em papel grosso. Eram rudimentares mas lançaram a base para desenvolvimentos posteriores. Apesar das crianças aprenderem a ler com este sistema, não podiam escrever porque a impressão era feita com letras costuradas no papel. Louis aprendeu a ler as grandes letras em alto-relevo nos livros da pequena biblioteca de Haüy. Mas o método, além de lento, não era prático. Escreveu no seu diário:"Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma. Em 1821, CHARLES BARBIER (militar reformado) visitou o Instituto onde Braille estudava e apresentou um sistema de comunicação chamado escrita nocturna. Tratava-se de um método de comunicação táctil que usava pontos em relevo dispostos num rectângulo com seis pontos de altura por dois de largura e que tinha aplicações práticas no campo de batalha, quando era necessário ler mensagens sem usar a luz que poderia revelar posições. Usava-se uma sovela para marcar pontinhos em relevo em papelão, que então podiam ser sentidos no escuro pelos soldados. A escrita nocturna baseava-se numa tabela de trinta e seis quadrados, cada quadrado representando um som básico da linguagem humana. Duas fileiras com até seis pontos cada uma eram gravadas em relevo no papel. O número de pontos na primeira fileira indicava em que linha horizontal da tabela de sons vocálicos se encontrava o som desejado, e o número de pontos na segunda fileira designava o som correto naquela linha. Esta ideia de usar um código para representar palavras em forma fonética foi introduzida no Instituto. Louis Braille dedicou-se de forma entusiástica ao método e passou a efectuar algumas melhorias.Assim, nos dois anos seguintes esforçou-se em simplificar o código. Por fim desenvolveu um método mais eficaz que se baseava numa célula de apenas três pontos de altura por dois de largura. Melhorou o seu próprio sistema, incluindo a notação numérica e musical. Em 1824, com apenas 15 anos,terminou o seu sistema de células com seis pontos. Em 1829, publicou o seu método exclusivo de comunicação que hoje tem o seu nome. Desde então, salvo pequenas melhorias acrescentadas, o sistema permanece basicamente o mesmo até hoje. MAS, como acontece quase com TODOS OS GÉNIOS tardou o MUNDO de homens reticentes ao progresso e às ideias NOVAS a aceitar o código que só foi adotado oficialmente na escola em 1854, dois anos após a morte de Braille. Hoje, o método simples e engenhoso elaborado por Braille torna a palavra escrita disponível a milhões de cegos. PS: deixo o Blog do Dr Magnus Amaral Campos uma vida que MARCA, leiam o seu trabalho maior " A UNIÃO DO CORPO COM A ALMA " .
Links importantes :
http://drmagnuscampos.blogspot.com/